Eu topo dividir com os ricos o controle de nossas florestas, mas exijo dividir com eles o controle de suas empresas
Não
sobrou na Holanda uma só arvorezinha original. Nada! Nadica!Zero! Há
florestas, sim, no país — só que plantadas. Elas ocupam 11% do
território (pequeno, eu sei, tanto é que eles roubarem um pouquinho do
mar, né? No Bananão, é diferente.Temos 61% de nosso território coberto
de vegetação nativa. E, como vocês sabem, há alguns aloprados fartamente
financiados que querem diminuir a área plantada para fazer mais
floresta.
Traumatizado
certamente com a realidade do seu país, o Greenpeace, uma entidade
holandesa com ramificações mundo afora, teve uma ideia para o Brasil.
Leiam o que informa o Estadão. Volto depois:
Greenpeace que proibir desmatamento com lei popular
O Greenpeace
lançou ontem em Manaus, a bordo do seu novo navio, Rainbow Warrior 3, a
campanha para a criação de uma lei de desmatamento zero no Brasil. O
objetivo é juntar 1,4 milhão de assinaturas para propor uma lei de
iniciativa popular ao Congresso, a exemplo da Ficha Limpa. “Há um
divórcio entre o que a opinião pública quer e o que os seus
representantes estão fazendo”, diz Paulo Adario, diretor da campanha
Amazônia da ONG.
O projeto desenhado pelo Greenpeace traz cinco artigos. O primeiro institui o desmatamento zero, “com a proibição da supressão de florestas nativas em todo o território nacional”. Mas há exceções. Imóveis rurais de agricultura familiar teriam cinco anos, a partir da data da aprovação da lei, para se adequar. Nesse período, os governos deveriam dar incentivo para essas famílias. A lei também não se aplicaria a questões de segurança nacional, defesa civil, pesquisa, planos de manejo florestal, atividades de interesse social, atividade pública específica e de baixo impacto a serem definidas pelo Executivo. A campanha para colher as assinaturas será feita no próprio navio.
O diretor executivo da Rio+20, Brice Lalonde, clamou para que o mundo pense como se não tivesse fronteiras durante a conferência. “Temos de pensar no mundo como um só país.”
O projeto desenhado pelo Greenpeace traz cinco artigos. O primeiro institui o desmatamento zero, “com a proibição da supressão de florestas nativas em todo o território nacional”. Mas há exceções. Imóveis rurais de agricultura familiar teriam cinco anos, a partir da data da aprovação da lei, para se adequar. Nesse período, os governos deveriam dar incentivo para essas famílias. A lei também não se aplicaria a questões de segurança nacional, defesa civil, pesquisa, planos de manejo florestal, atividades de interesse social, atividade pública específica e de baixo impacto a serem definidas pelo Executivo. A campanha para colher as assinaturas será feita no próprio navio.
O diretor executivo da Rio+20, Brice Lalonde, clamou para que o mundo pense como se não tivesse fronteiras durante a conferência. “Temos de pensar no mundo como um só país.”
Voltei
Ah, entendi! Nossa tarefa é conservar florestas. E a do mundo desenvolvido, suponho, é nos vender manufaturados e até commodities agrícolas… O descaramento dessa gente não tem limites. Quer impor ao nosso país uma lei que não existe em nenhum lugar do mundo.
Ah, entendi! Nossa tarefa é conservar florestas. E a do mundo desenvolvido, suponho, é nos vender manufaturados e até commodities agrícolas… O descaramento dessa gente não tem limites. Quer impor ao nosso país uma lei que não existe em nenhum lugar do mundo.
Lalonde
recupera John Lennon e sonha: imaginemos um mundo sem fronteiras, como
um só país. Imagino, sim! Dividiremos com os ricos o controle das nossas
florestas, e eles dividem conosco o controle de suas empresas. Parece
justo! A gente entra com umas toras preservadas — no sentido mais
ecológico dos termos —, e eles nos darão participação em seus potentados
econômicos. É justíssimo!
Tags: Greenpeace
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