E o PAC empacou no trocadilho da governanta… Na creche inacabada da Rocinha, vagas só para carros…
Por Rogério Daflon, no Globo:
Financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e gerenciadas pela Empresa estadual de Obras Públicas (Emop), duas obras na Rocinha apresentam problemas que expõem falta de zelo do poder público. Localizada na Estrada da Gávea, a creche do PAC teve seu pátio transformado num grande estacionamento. Neste domingo, uma equipe do GLOBO contou 13 carros e 17 motos no local. A creche estava em fase de acabamento há cerca de um ano, quando os operários da Emop abandonaram a obra, e o lugar onde crianças deveriam brincar durante o recreio virou garagem. Numa das paredes da creche, está pintado o preço da mensalidade de uma vaga para moto (R$ 50). “Daqui a pouco sairemos daqui. A obra do PAC deve recomeçar - disse, sem se identificar, um homem responsável pela cobrança no estacionamento, que não quis informar quem teve a ideia de instalar ali o negócio”.
Financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e gerenciadas pela Empresa estadual de Obras Públicas (Emop), duas obras na Rocinha apresentam problemas que expõem falta de zelo do poder público. Localizada na Estrada da Gávea, a creche do PAC teve seu pátio transformado num grande estacionamento. Neste domingo, uma equipe do GLOBO contou 13 carros e 17 motos no local. A creche estava em fase de acabamento há cerca de um ano, quando os operários da Emop abandonaram a obra, e o lugar onde crianças deveriam brincar durante o recreio virou garagem. Numa das paredes da creche, está pintado o preço da mensalidade de uma vaga para moto (R$ 50). “Daqui a pouco sairemos daqui. A obra do PAC deve recomeçar - disse, sem se identificar, um homem responsável pela cobrança no estacionamento, que não quis informar quem teve a ideia de instalar ali o negócio”.
Na mesma
Estrada da Gávea, um prédio construído com recursos do PAC para abrigar
uma biblioteca também tem problemas. Um imóvel vizinho, que foi
desapropriado para ser demolido por estar sobre uma vala negra, acabou
permanecendo de pé, adiando a obra de esgotamento sanitário que livraria
os frequentadores da biblioteca de doenças e mau cheiro. As pessoas que
moravam no prédio, de três andares, foram levadas para outras casas,
mas, como a obra foi protelada, outras famílias chegaram. Os moradores
reabriram janelas e portas que haviam sido fechadas com tijolos
justamente para evitar ocupações ilegais. “Vivemos
aqui há oito meses com mais duas famílias - disse a diarista Janileide
Bezerra, que mora com a mãe, o marido, a filha e uma neta. - Nós
estávamos pagando aluguel e, agora, economizamos essa despesa. Mas isso é
temporário”.
Do outro
lado da cidade, as obras do PAC do Complexo do Alemão, na Zona Norte,
apresentam problemas semelhantes, segundo a assessoria da Emop. Mas
naquela comunidade já existe um trabalho, coordenado pelo Escritório de
Gerenciamento de Projetos (EGP) da Secretaria estadual da Casa Civil, no
qual atuam assistentes sociais e engenheiros, para resolver essas
questões e abrir caminho para a continuidade do PAC. “O
governo estadual monitora essas situações na Rocinha e vai atuar
efetivamente a partir da retomada das obras que vão complementar a
primeira fase do PAC”, disse Ruth Julberg, coordenadora do trabalho
social do EGP.
A assessoria
da Emop informou que a licitação para a complementação da primeira fase
do PAC na Rocinha será anunciada em um mês. O governo federal já
assegurou recursos (R$ 49 milhões) para a conclusão das obras. Com isso,
além da creche e do esgotamento sanitário ao lado da biblioteca, serão
finalizados o plano inclinado - que fará a ligação do acesso principal
(paralelo à autoestrada Lagoa-Barra) à Rua 1 - e a reurbanização do
Largo do Boiadeiro e da Rua do Valão. As obras do PAC da Rocinha
começaram há três anos e sete meses.
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