Dilma e Amorim querem que Forças Armadas punam reservistas que assinaram manifesto. “Ó glória de mandar! Ó vã cobiça!”
Ai,
ai… Vou ter de lembrar trecho da Estrofe 95 de Os Lusíadas, de Camões,
quando O Velho do Restelo recomenda cuidado aos portugueses… Assim:
“Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!”
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!”
A presidente
Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Celso Amorim, continuam tomados
pela “glória de mandar”, um “fraudulento gosto”, como definia o Velho…
Os dois decidiram mandar as três Forças — Exército, Marinha e
Aeronáutica — punir os militares da reserva que assinaram um novo texto de protesto.
Dilma é a primeira presidente a arrumar confusão com os clubes
militares e com reservistas. Por quê? Por causa da “glória de mandar”,
da “vã cobiça”.
*
O ministro da Defesa, Celso Amorim, decidiu nesta quarta-feira, em conversa com os três comandantes militares, que os cem oficiais da reserva que assinaram o manifesto “Alerta à Nação - eles que venham, aqui não passarão” serão repreendidos por suas respectivas forças. A punição pela indisciplina depende do regulamento de cada um, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e varia de uma simples advertência até a exclusão da força. Mesmo militares da reserva podem ser excluídos.
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O ministro da Defesa, Celso Amorim, decidiu nesta quarta-feira, em conversa com os três comandantes militares, que os cem oficiais da reserva que assinaram o manifesto “Alerta à Nação - eles que venham, aqui não passarão” serão repreendidos por suas respectivas forças. A punição pela indisciplina depende do regulamento de cada um, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e varia de uma simples advertência até a exclusão da força. Mesmo militares da reserva podem ser excluídos.
Nesse texto,
os militares da reserva criticaram a interferência do governo no site
do Clube Militar e o veto a um texto ali publicado que critica a
presidente Dilma Rousseff e duas ministras. Nesse “Alerta à Nação”, os
oficiais afirmam não reconhecer “qualquer tipo de autoridade ou
legitimidade” de Celso Amorim.
“Em
uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no
site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro, e dele retirado,
segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do
Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade
ou legitimidade”, diz o documento.
Como no
manifesto vetado no site do Clube Militar, o documento de terça-feira
também critica a criação da Comissão da Verdade. “A aprovação da
Comissão da Verdade foi um ato inconsequente, de revanchismo explícito e
de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual
governo”.
O texto
publicado no site do Clube Militar atribuía à ministra da Secretaria
Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e à ministra da
Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci,
declarações que estariam a serviço do que classificaram de “minoria
sectária”, disposta a reabrir feridas do passado. O primeiro manifesto
polêmico foi assinado pelos presidentes do Clube Militar, Renato Cesar
Tibau Costa; do Clube Naval, Ricardo Cabral; e do Clube da Aeronáutica,
Carlos de Almeida Baptista, todos já na reserva.
No texto,
dizem que Rosário vem apregoando a possibilidade de apresentação de
ações judiciais para criminalizar agentes da repressão, enquanto
Eleonora teria usado a cerimônia de posse - em 10 de fevereiro - para
tecer “críticas exacerbadas aos governos militares”, sendo aplaudida por
todos, até pela presidente. Eleonora foi presa durante a ditadura
militar e, na cadeia, conheceu Dilma.
O texto diz
ainda que o Clube Militar não se intimida e continuará atento e
vigilante e diz que as Forças Armadas são a instituição com maior
credibilidade na opinião pública.
Tags: militares
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