A CPI e o pior que pode acontecer. Ou: Cachoeira com a mão no botão vermelho
O
pior que poderá acontecer ao país e às instituições é a instalação de
uma CPI sob o signo do medo, que acabará não investigando porcaria
nenhuma! Do clima de guerra, com a faca nos dentes e os olhos injetados
de sangue, chegar-se-ia, para recorrer a uma palavra que caiu em desuso
como conceito político, à CPI da “détente“, da inimizade
cordial. Ninguém se atreveria a detonar primeiro o, digamos assim,
artefato nuclear. Escolher-se-iam alguns bodes expiatórios, e pronto!
Mas quem seria servido em postas apenas para fazer as honras da casa?
Cachoeira aceitaria ir para o matadouro sem levar junto a Delta?
Demóstenes iria para o sacrifício, preservando outros tantos íntimos do
esquema Cachoeira?
O que há de
governistas furiosos com Dirceu e seu estafeta, Rui Falcão, não está
escrito! Avaliam que, para tentar salvar a própria pele e melar o
processo do mensalão, ele não mediu consequências. Pode parecer
incrível, senhoras e senhores, mas é nas mãos do satanizado Carlinhos
Cachoeira que está o botão vermelho. Se ele decidir apertar, manda boa
parte da República pelos ares.
Imaginem uma
CPI que teria de, a um só tempo, detonar e preservar o bicheiro. Por R$
15 milhões, ele contratou um advogado e conselheiro bastante
experiente: Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça e petista de
comprovada autenticidade. Já sabemos o quanto custou. Vamos ver o que
isso vai lhe valer.
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