O caso Cachoeira já não é o mais recente escândalo que envolve Agnelo. Ou: governo petista do DF montou estrutura ilegal para espionar adversários
Uma pesquisa de novembro do ano passado
demonstrou que, se a eleição para o governo do Distrito Federal se
desse naquele mês, o petista Agnelo Queiroz perderia até para Joaquim
Roriz e José Roberto Arruda, que deixou o poder de maneira humilhante.
Imaginem o desespero do eleitorado!!! Dez meses bastaram para que a
população percebesse o que estava e está em curso. De novembro pra cá,
não houve nenhuma mudança de qualidade na gestão. Mas a lista de
suspeitas e acusações envolvendo o nome do governador cresceu muito.
O mais
recente escândalo de que é um dos protagonistas é o Caso Cachoeira. Ou
melhor: era! Reportagem de Rodrigo Rangel na VEJA desta semana informa
que o Ministério Público descobriu que o governo petista de Brasília
criou uma repartição para investigar aliados, adversários políticos,
promotores e jornalistas. Eis Agnelo dando curso ao modo petista de
governar e de praticar a democracia. Leiam trecho da reportagem de VEJA.
Volto em seguida.
(…)
A ação ilegal de arapongas a serviço do governador está sob investigação do Ministério Público do Distrito Federal. Policiais militares formalmente lotados no palácio do governo, a poucos metros de seu gabinete, violaram sistemas oficiais de informações, inclusive da Receita Federal, para levantar dados sobre alvos escolhidos pelo gabinete do governador. A bisbilhotagem, até onde os investigadores já descobriram, começou no fim do ano passado e teve como vítima o deputado federal Fernando Francischini, do PSDB do Paraná. Delegado da Polícia Federal, Francischini tornou-se inimigo de Agnelo depois de defender publicamente a prisão do governador com base em documentos que comprovariam uma evolução patrimonial incompatível com os vencimentos do petista. A partir daí, começaram a circular em Brasília dossiês com detalhes da vida privada do deputado, que registrou queixa na polícia. O Ministério Público, então, passou a investigar a origem das informações que constavam nos dossiês. Para identificar os responsáveis, foram feitos pedidos de informações a órgãos que gerenciam os bancos de dados oficiais.
A ação ilegal de arapongas a serviço do governador está sob investigação do Ministério Público do Distrito Federal. Policiais militares formalmente lotados no palácio do governo, a poucos metros de seu gabinete, violaram sistemas oficiais de informações, inclusive da Receita Federal, para levantar dados sobre alvos escolhidos pelo gabinete do governador. A bisbilhotagem, até onde os investigadores já descobriram, começou no fim do ano passado e teve como vítima o deputado federal Fernando Francischini, do PSDB do Paraná. Delegado da Polícia Federal, Francischini tornou-se inimigo de Agnelo depois de defender publicamente a prisão do governador com base em documentos que comprovariam uma evolução patrimonial incompatível com os vencimentos do petista. A partir daí, começaram a circular em Brasília dossiês com detalhes da vida privada do deputado, que registrou queixa na polícia. O Ministério Público, então, passou a investigar a origem das informações que constavam nos dossiês. Para identificar os responsáveis, foram feitos pedidos de informações a órgãos que gerenciam os bancos de dados oficiais.
As primeiras
respostas vieram do Ministério da Justiça, que mantém sob sua guarda o
Infoseg, sistema que reúne informações sobre todos os brasileiros -
desde números de documentos pessoais até endereços e pendengas com a
Justiça. Abastecido pelas polícias do país e protegido por sigilo, o
sistema só pode ser aberto por funcionários autorizados em investigações
formais. Cada acesso deixa registrada a senha de quem fez a consulta.
Seguindo esse rastro, os investigadores descobriram o nome de dois
policiais militares de Brasília que haviam consultado informações sobre o
deputado Francischini no fim do ano passado, justamente no período em
que o parlamentar fez as denúncias contra o governador. Responsáveis
pela arapongagem, o subtenente Leonel Saraiva e o sargento Itaelson
Rodrigues estavam lotados na Casa Militar do Palácio do Buriti, a sede
do governo do Distrito Federal. Detalhe: as consultas haviam sido feitas
a partir de computadores do governo localizados dentro do palácio.
Identificados os dois militares, o passo seguinte foi conferir no
sistema as outras fichas consultadas por eles. Descobriu-se que os
policiais haviam violado informações sobre mais de 20 indivíduos, todos
desafetos do governador. Uma das vítimas foi o promotor de Justiça
Wilton Queiroz de Lima, coordenador do Núcleo de Inteligência do
Ministério Público de Brasília e responsável por algumas das principais
investigações que envolvem a gestão de Agnelo”
(…)
Leiam a íntegra na revista.
(…)
Leiam a íntegra na revista.
Voltei
Nem aliados escaparam da arapongagem. O peemedebista Tadeu Fillipelli, vice-governador, foi investigado. O chefe da polícia da capital, Jorge Xavier, foi seguido e filmado.
Nem aliados escaparam da arapongagem. O peemedebista Tadeu Fillipelli, vice-governador, foi investigado. O chefe da polícia da capital, Jorge Xavier, foi seguido e filmado.
O coronel
Rogério Leão, chefe da Casa Militar e especialista em Inteligência
(trocou a Presidência da República pelo governo do DF), é apontado como o
mandachuva da turma. Partilhava o comando com Cláudio Monteiro, chefe
de gabinete do governador até a semana passada. Teve de se demitir
depois que seu nome apareceu nos diálogos da gangue que serve a
Cachoeira. Segundo os interlocutores, ele recebeu “luvas” de R$ 20 mil
do esquema e é premiado com uma “pensão” mensal de R$ 5 mil, o que nega.
À reportagem de VEJA, Leão admitiu que foram feitas algumas pesquisas
sobre o deputado Francischini…
O governador
— e ninguém tem o direito de ficar surpreso — afirma que não sabia de
nada e diz que cobrará apuração rigorosa. Claro que sim!
Alguém
preferir tipos como Arruda ou Roriz a Agnelo fala muito, convenham,
sobre… Agnelo!!! Nas altas esferas petistas, a renúncia do governador
voltou a ser defendida.
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