Secretário de Agnelo procura senadores da CPI com “manual” de defesa do governador petista
No Globo:
O secretário de Administração Pública do Distrito Federal, Wilmar Lacerda, passou a tarde desta quarta-feira no Senado preparando o terreno para o depoimento do governador Agnelo Queiroz (PT), marcado para a próxima quarta-feira, na CPI do Cachoeira. Suplente do senador Cristóvam Buarque (PDT), Lacerda aproveitou o livre trânsito que tem no plenário para conversar com senadores e exibir a eles um calhamaço com cerca de 30 páginas contendo supostas fragilidades das acusações que pesam contra o governador e sua administração.
O secretário de Administração Pública do Distrito Federal, Wilmar Lacerda, passou a tarde desta quarta-feira no Senado preparando o terreno para o depoimento do governador Agnelo Queiroz (PT), marcado para a próxima quarta-feira, na CPI do Cachoeira. Suplente do senador Cristóvam Buarque (PDT), Lacerda aproveitou o livre trânsito que tem no plenário para conversar com senadores e exibir a eles um calhamaço com cerca de 30 páginas contendo supostas fragilidades das acusações que pesam contra o governador e sua administração.
Uma das
páginas flagradas por O GLOBO trazia o título “Questões relevantes: o
envolvimento de Cláudio Monteiro”. Há cerca de dois meses, Monteiro
deixou o cargo de chefe de gabinete de Agnelo após virem a público
grampos feitos pela Polícia Federal que citavam seu nome e o vinculavam
ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. A assessoria do governador do Distrito
Federal confirmou que o material foi produzido por assessores para expôr
fragilidades das acusações. A ação de Wilmar, no entanto, constrangeu
alguns senadores, que a consideraram invasiva.
Agnelo, no
entanto, não foi o único a se movimentar. O senador Randolfe Rodrigues
(PSOL-AP), um dos mais combativos integrantes da CPI mista do Cachoeira,
foi procurado nesta quarta-feira por um assessor parlamentar. Esse
assessor perguntou-lhe se ele via problemas em conversar com o
governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), antes do depoimento dele à
CPI, marcado para a próxima terça-feira.
“Não sei nem
se o interlocutor estava autorizado a falar em nome do governador.
Ainda assim, eu disse que não tinha problema de encontrá-lo, desde que
fosse um encontro público e na presença de um grupo de parlamentares que
tem me acompanhado na comissão”, disse o senador, referindo-se à
chamada ala dos independentes, composta também pelos senadores Pedro
Taques (PDT-MT) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e pelos deputados Miro
Teixeira (PDT-RJ) e Rubens Bueno (PPS-SP).
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