Ministério Público pede quebra de sigilos de petista que presidia Banco do Nordeste
Por Laurtiberto Braga, no Estadão:
O procurador-geral de Justiça do Ceará, Ricardo Machado, ingressou ontem com uma ação civil pública na qual pede a indisponibilidade dos bens e quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil Jurandir Vieira Santiago. O economista é acusado de ter recebido R$ 100 mil por meio de desvio de recursos destinados à construção de kits sanitários em Ipu, na região norte do Ceará, na época que era secretário adjunto de Cidades do governo estadual, em 2009 e 2010. Santiago deixou anteontem o comando do BNB. Segundo seu advogado, Hélio Leitão, a saída foi uma medida para preservar a imagem do banco.
O procurador-geral de Justiça do Ceará, Ricardo Machado, ingressou ontem com uma ação civil pública na qual pede a indisponibilidade dos bens e quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil Jurandir Vieira Santiago. O economista é acusado de ter recebido R$ 100 mil por meio de desvio de recursos destinados à construção de kits sanitários em Ipu, na região norte do Ceará, na época que era secretário adjunto de Cidades do governo estadual, em 2009 e 2010. Santiago deixou anteontem o comando do BNB. Segundo seu advogado, Hélio Leitão, a saída foi uma medida para preservar a imagem do banco.
Segundo
apurações do Ministério Público, o esquema desviou a verba dos kits
sanitários para uma conta corrente do posto de combustível Boa Vista,
em Fortaleza, do qual Santiago era sócio. Ele deixou a sociedade no
posto três dias depois de o dinheiro entrar na conta do posto, no dia
1.º de junho de 2009.
Passaporte. O
advogado de Santiago entregou na manhã de ontem o passaporte de seu
cliente ao Ministério Público. Segundo Leitão, essa foi uma garantia de
que o ex-presidente do BNB não pretende viajar para o exterior
enquanto as investigações do chamado “escândalo dos banheiros”
continuarem. “Meu cliente está tranquilo e disposto a prestar todos os
esclarecimentos que a Justiça solicitar.”
Leitão
também entregou ao Ministério Público a carta de exoneração de Santiago
do comando do BNB. O advogado disse que o cliente está reunindo provas
para o processo.
A saída de
Santiago da presidência do banco ocorre em meio a uma outra
investigação, esta sobre o suposto desvio de verbas obtidas com
operações de crédito. Elas chegaram a R$ 100 milhões, segundo auditoria
interna do banco. O esquema seria operado pelo ex-chefe de gabinete de
Santiago, Robério do Vale Gress, por meio de liberação de créditos para
empresas fantasmas que apresentaram ao banco notas fiscais frias. No
fim, o dinheiro acabava num caixa 2 de petistas do Estado. O partido
nega as suspeitas levantadas pela PF. Quando as operações de crédito
foram realizadas, entre 2010 e o início de 2011, Santiago ainda não era
presidente do BNB.
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