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terça-feira, 26 de junho de 2012


Petralhas e JEG tentam emplacar defesa de Lewandowski na rede; ocorre que o ministro não está sendo atacado

Os petralhas, estimulados pelo JEG, tentaram emplacar hoje nas redes sociais, como vocês devem ter visto, a defesa do ministro Ricardo Lewandowski. Defesa contra quem ou o quê? Ele não está sendo atacado por ninguém. A única coisa que os brasileiros decentes esperam é que cumpra a sua função e entregue logo o seu trabalho, pondo fim à novela da revisão do processo do mensalão, para que se possa cumprir o cronograma estabelecido pelo STF, que contou com o endosso de 9 dos 11 ministros. Ele e Dias Toffoli não opinaram porque faltaram à reunião administrativa.
É evidente que o ministro está gerindo mal essa coisa toda. Reclamar da suposta pressa é um despropósito. Choramingar por causa do volume excessivo de trabalho também, já que lhe foi oferecido auxílio, e ele o recusou um tanto ofendido.
Lewandowski não é “o” Supremo, mas é membro do tribunal. O que quer que faça acaba afetando a imagem da instituição. Ora, o que estamos constatando? Infelizmente, vai ficando patente que os que pretendiam ver o processo julgado só no ano que vem, com Cezar Peluso e Ayres Britto já aposentados, apostavam tudo no, por assim dizer, tempo do revisor. Infelizmente para eles, as coisas não saíram conforme o pretendido — que alguns juram ter sido o “combinado”.
Quando o STF anunciou o seu cronograma, cheguei a perguntar aqui: “Combinaram com Lewandowski?”. No texto que escrevi nesta manhã a respeito, observo que já dá para perscrutar por onde caminha o revisor. Ok. É um direito dele disputar influência no tribunal e tentar emplacar a sua tese. O ministro faça de sua reputação o que quiser — ninguém tem o direito de interferir. Já a do Supremo diz respeito ao país e uma questão institucional.
Conclua a revisão, Lewandowski! Não submeta o STF ao vexame!
Por Reinaldo Azevedo

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