Golpe no Mercosul – Dilma chuta a democracia, acolhe uma ditadura e vira coadjuvante de Cristina Kirchner. Ou: Cristina recompensa Chávez por mala de dólares que ganhou do ditador
Os
governos da Argentina, Brasil e Uruguai suspenderam mesmo o Paraguai do
Mercosul e aproveitaram, eles sim, para dar um golpe cartorial e
burocrático: incorporaram a Venezuela ao bloco. Ou por outra: Cristina
Kirchner, Dilma Rousseff e José Mujica — aquele que quer estatizar a
maconha… — fizeram rigorosamente aquilo que acusam o Senado paraguaio de
ter feito: deram um golpe branco.
Por quê?
Segundo as regras do Mercosul, a adesão de um novo país ao bloco tem de
ser aprovada pelos respectivos Parlamentos dos países-membros. O senado
paraguaio, num rasgo de lucidez, recusava a entrada do ditador Hugo
Chávez com base no Protocolo de Ushuaia, que estabelece as cláusulas democráticas. Destaco algumas em azul. Volto em seguida:
ARTIGO 1
A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
ARTIGO 2
O presente Protocolo se aplicará às relações que decorram dos respectivos Acordos de Integração vigentes entre os Estados Partes do presente protocolo, no caso de ruptura da ordem democrática em algum deles.
O presente Protocolo se aplicará às relações que decorram dos respectivos Acordos de Integração vigentes entre os Estados Partes do presente protocolo, no caso de ruptura da ordem democrática em algum deles.
ARTIGO 3
Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.
Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.
ARTIGO 4
No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.
No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.
Voltei
Não há uma só que explique a suspensão do Paraguai. Não há uma só que permita a entrada da Venezuela. No entanto, a Venezuela é agora membro do Mercosul, e o Paraguai está suspenso. Por quê? Porque, afinal de contas, o novo governo paraguaio não pertence ao mesmo “lado” em que estão Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e José Mujica. Coube à “Loca de Buenos Aires” fazer o anúncio.
Não há uma só que explique a suspensão do Paraguai. Não há uma só que permita a entrada da Venezuela. No entanto, a Venezuela é agora membro do Mercosul, e o Paraguai está suspenso. Por quê? Porque, afinal de contas, o novo governo paraguaio não pertence ao mesmo “lado” em que estão Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e José Mujica. Coube à “Loca de Buenos Aires” fazer o anúncio.
Sempre que
alguém como Cristina Kirchner fala em nome da democracia, o dita-cuja
está, obviamente, em perigo. A presidente da Argentina tem motivos para
tentar recompensar Hugo Chávez. No dia 24 de setembro de 2008
(eu e minha memória…), o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson
confirmou à Justiça americana ter enviado, em agosto de 2007, US$ 6
milhões de Caracas para Buenos Aires, divididos em duas maletas. O
dinheiro ilegal era destinado ao financiamento da candidatura de
Cristina à Presidência. No momento, esta grande democrata está empenhada
em destruir as instituições democráticas argentinas. Mas que ninguém
ouse reagir, ou a safra de governantes que pretendem obter nas urnas o
“direito” à ditadura gritam: “Golpe!!!”
A suspensão
do Paraguai já seria indignidade o suficiente para os três governantes.
Aproveitar o fato para abrigar a Venezuela, ao arrepio das regras que
orientam o próprio Mercosul, é um escárnio. Ou vejamos: se o país
tivesse sido expulso, muito bem! Mas não foi! A suspensão, que não é
expulsão, não elimina uma das prerrogativas que o país tem como membro
do bloco: aprovar ou vetar o ingresso de um novo país.
Há, sim, uma
nova modalidade de golpe na América Latina: o golpe das eleições! Ainda
voltarei a esse assunto. A safra de candidatos a ditadores do
continente acredita que as urnas lhes dão o direito de solapar até…
urnas!
A diplomacia
de Dilma Rousseff consegue ir mais baixo do que a de Lula. Se querem
saber, no que diz respeito às formalidades nas relações externas, nem
Celso Amorim, o megalonanico, desceu tanto. Antonio Patriota acaba de se
tornar mais “mégalo” e mais “nanico” do que o antecessor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário