Brasil estava desinformado sobre crise paraguaia, embora brasileiros estejam no centro do problema
A
diplomacia brasileira continua tão devagar que a presidente Dilma
Rousseff foi pega absolutamente de surpresa pela crise no Paraguai,
embora a tensão naquele país viesse num crescendo. O Brasil tinha a
obrigação de estar muitíssimo bem informado a respeito por razões
estruturais e conjunturais. É o principal país do subcontinente
sul-americano e faz divisa com o Paraguai. Os “brasiguaios”,
agricultores brasileiros que constituem uma das principais forças da
agropecuária paraguaia, estão entre os alvos dos ditos sem-terra e estão
sendo permanentemente molestados por um movimento que não se distingue
do banditismo.
Antes que
Dilma Rousseff tivesse ameaçado dar um murro na mesa na linha “Não
aceito golpe no Paraguai”, deveria ter sido devidamente informada do
estado de espírito do Parlamento paraguaio, que não se assustou com a
reação do Brasil e da tal Unasul. Isso teria evitado o mico de chamar
precipitadamente de golpe um conjunto de ações CONSTITUCIONAIS.
Agora, vejam
aí: as coisas ficaram malparadas. Se é golpe, o que fará Dilma?
Repetirá a tolice do governo Lula, que se negava a reconhecer até mesmo o
governo eleito de Honduras? A liderança também pede temperança. Além de
informação, falta bom senso. Bem, poderia ser pior. Celso Amorim teria
estimulado Lugo a invadir a embaixada brasileira e, de lá, liderar a
“resistência”…
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