Novo presidente paraguaio tenta se aproximar do Brasil
Na VEJA Online:
O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, falou à imprensa neste sábado, na sede do governo paraguaio, um dia depois de assumir o posto devido ao impeachment de Fernando Lugo. Ele revelou a intenção de se aproximar das nações vizinhas para que seu governo seja reconhecido. Sobre o Brasil especificamente, prometeu respeitar os contratos relativos à usina hidrelétrica binacional de Itaipu e tratamento preferencial aos brasileiros que vivem no Paraguai.
O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, falou à imprensa neste sábado, na sede do governo paraguaio, um dia depois de assumir o posto devido ao impeachment de Fernando Lugo. Ele revelou a intenção de se aproximar das nações vizinhas para que seu governo seja reconhecido. Sobre o Brasil especificamente, prometeu respeitar os contratos relativos à usina hidrelétrica binacional de Itaipu e tratamento preferencial aos brasileiros que vivem no Paraguai.
“A
monumental Itaipu é a mostra mais clara de amizada entre nossos povos.
Vamos cumprir todos os compromissos internacionais. Assumiremos dúvidas
e trataremos de ainda mais os laços de união entre os povos
latino-americanos, em particular entre Brasil e Paraguai”, disse. E
emendou, sobre a questão dos brasileiros que vivem na nação vizinha.
“Paraguai e Brasil devem ter uma relação harmônica. Os cidadãos
brasileiros radicados no país, como sempre, terão trato preferencial”,
disse. Questionado sobre a possibilidade de o Brasil aplicar sanções
comerciais ao Paraguai, Franco mostrou tranquilidade. “Não há por que
forçar uma situação. Os mais afetados seriam os próprios empresários
brasileiros.”
O novo
mandatário incumbiu seu novo ministro de Relações Exteriores, José José
Félix Fernández Estigarribia, de fazer contato com as nações da região
para explicar a situação do país. “Ele mostrará não apenas com
palavras, mas também com fatos, nossa vocação democrática a favor do
respeito ao estado de direito e à liberdade”, disse Franco. Ele prometeu
anunciar nomes que irão compor seu gabinete na próxima segunda-feira.
Kirchner, Chávez…
Em seu segundo dia de governo, Franco voltou a negar que sua ascensão à Presidência tenha se dado por meio de um golpe de estado. Apesar disso, ele reconheceu que a transição política ocorreu “um pouquinho rápido”. “Aqui, não há militares nas ruas. Até a Igreja, de forma unânime, apoiou minha posse, assim como os partidos políticos”, disse o novo governante.
Em seu segundo dia de governo, Franco voltou a negar que sua ascensão à Presidência tenha se dado por meio de um golpe de estado. Apesar disso, ele reconheceu que a transição política ocorreu “um pouquinho rápido”. “Aqui, não há militares nas ruas. Até a Igreja, de forma unânime, apoiou minha posse, assim como os partidos políticos”, disse o novo governante.
Ele lembrou
ainda que que o processo de impeachment de Lugo, iniciado na Câmara e
encerrada no Senado, teve adesão maciça do Congresso. “Estou tranquilo.
Vamos organizar a casa e entrar em contato com os países vizinhos no
momento oportuno. Tenho certeza de que compreenderão a situação”,
disse.
Franco
também comentou o fato de a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) não
reconhecer o novo governo paraguaio. Disse que só irá se pronunciar
formalmente a respeito quando for oficialmente comunicado sobre a
posição do órgão internacional. “Somos um país soberano e livre, e os
companheiros da Unasul entenderão a situação”, disse.
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