Proibição de aluguel de programas na TV irrita evangélicos
Na Folha:
Representantes dos evangélicos no Congresso disseram que o governo enfrentará oposição se tentar proibir o aluguel de horários na programação de rádio e TV. A Folha revelou ontem que a proibição consta da minuta de um decreto em estudo no governo, que atualiza o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Igrejas evangélicas estão entre os principais beneficiários da atual legislação, que não proíbe de forma explícita a prática do aluguel de horários na televisão. Presidente da bancada evangélica, o deputado João Campos (PSDB-GO) classificou a proposta de “absurda”.
Representantes dos evangélicos no Congresso disseram que o governo enfrentará oposição se tentar proibir o aluguel de horários na programação de rádio e TV. A Folha revelou ontem que a proibição consta da minuta de um decreto em estudo no governo, que atualiza o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Igrejas evangélicas estão entre os principais beneficiários da atual legislação, que não proíbe de forma explícita a prática do aluguel de horários na televisão. Presidente da bancada evangélica, o deputado João Campos (PSDB-GO) classificou a proposta de “absurda”.
O deputado
diz que o governo não poderá mudar a lei por decreto e por isso caberá
aos congressistas impedir a aprovação de eventual projeto de lei com a
proposta. “O que motivaria o governo a tomar essa medida? Há alguma
reclamação do público? Acho que não. Se há uma brecha na lei, tem que
passar pelo Congresso. Somos radicalmente contra.”Líder do PR, o
deputado Lincoln Portela (MG) disse não acreditar que o governo vá levar
adiante a mudança.
“O governo
vai ter uma briga com milhões de religiosos”, disse Portela. “Essa
mudança não passa nunca. A própria Record aluga programa para a
Universal.” O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino
de Deus, é dono da Record. Para o deputado Silas Câmara (PSB-AM),
evangélico e membro da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, as
redes comerciais têm direito de utilizar a grade alugada para “se
viabilizar”.
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