Baixo investimento sepulta meta do governo para o PIB
Por Gustavo Patu e Pedro Soares, na Folha:
Com queda dos investimentos das empresas e do governo, o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas mais pessimistas -e os dados não prenunciam uma aceleração tão cedo. Segundo divulgou o IBGE, a produção nacional, reunindo indústria, agricultura e serviços, praticamente não cresceu no período e se mantém perto da estagnação desde a metade do ano passado, a despeito da queda dos juros e da sucessão de pacotes oficiais de estímulo.
Com queda dos investimentos das empresas e do governo, o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas mais pessimistas -e os dados não prenunciam uma aceleração tão cedo. Segundo divulgou o IBGE, a produção nacional, reunindo indústria, agricultura e serviços, praticamente não cresceu no período e se mantém perto da estagnação desde a metade do ano passado, a despeito da queda dos juros e da sucessão de pacotes oficiais de estímulo.
Tudo somado,
o Produto Interno Bruto -ou seja, toda a renda gerada no país- medido
de janeiro a março foi apenas 0,2% superior ao dos três meses
anteriores. As previsões mais comuns no mercado e em Brasília variavam
de 0,3% a 0,6%. O resultado não só é incompatível com a meta do governo
Dilma Rousseff de um crescimento de 4,5% neste ano, já sepultada, como
põe em risco até o prêmio de consolação de uma taxa acima dos modestos
2,7% de 2011.
Não há um
cenário de alarme, porque o desemprego se mantém baixo, preserva o
consumo das famílias e atenua o desgaste político. Mas a estagnação
ameaça as promessas de um caminho mais curto rumo ao desenvolvimento:
desde o início do mandato da presidente, foram cinco trimestres
consecutivos de expansão abaixo de 1%, o que não acontecia desde o final
dos anos 90.
PIOR FORA DA EUROPA
Entre as maiores economias que já divulgaram os resultados do trimestre, o desempenho brasileiro é o pior fora da Europa. Detalhados, os números evidenciam o impacto da crise global sobre um dos calcanhares de aquiles da economia nacional: a escassez de investimentos para ampliar a capacidade produtiva.
(…)
Entre as maiores economias que já divulgaram os resultados do trimestre, o desempenho brasileiro é o pior fora da Europa. Detalhados, os números evidenciam o impacto da crise global sobre um dos calcanhares de aquiles da economia nacional: a escassez de investimentos para ampliar a capacidade produtiva.
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