A rede suja na Internet e a tentativa de melar o processo do mensalão e livrar a cara de José Dirceu
Ontem,
os blogueiros de aluguel e assemelhados — o JEG, que vive de dinheiro
público, como se sabe à farta — atuaram como ordem unida. Todos eles
anunciavam, cada um segundo o seu estilo: “O mensalão nunca existiu! Foi
tudo uma conspiração”! Um sustenta a tese com aquele amontoado de
orações coordenadas que revela uma estirpe de analfabetos. O outro,
coitado!, para não variar, atropela o bom gosto e o bom senso nas
subordinadas, expondo outro veio do analfabetismo. Um terceiro é boçal e
analfabeto moral pura e simplesmente. Mas a tese era uma só! E,
obviamente, não lhes faltam alguns leitores que vão lá buscar o que já
sabem que vão encontrar.
A tropa de
choque está furiosa. E parte dessa fúria foi dirigida contra mim.
Compreendo os motivos. São todos ex-jornalistas. Cada um deles, num dado
momento, foi banido da grande imprensa porque não soube distinguir o
certo do errado, o lícito do ilícito, o virtuoso do criminoso. Deixaram
de trabalhar para o veículo que represetavam e passaram a operar para a
fonte, por motivos muito convincentes. Não é gente, lá vai a palavra de
novo!, da estirpe de Policarpo Junior, sobre quem Carlinhos Cachoeira
lamenta: “O Policarpo Nunca vai ser nosso! Ele é foda!” Não vai mesmo!
Os que se aproveitam agora dos vazamentos das gravações para dizer que o
mensalão nunca existiu “não são foda”, não! E sabem que “são de
alguém”. Recorram à Internet, e vocês saberão a mão que balança o berço.
Eles estão
bravos porque as gravações feitas pela Polícia Federal — como se isso
fosse necessário … — evidenciam a honestidade de Policarpo, não o
contrário. Adiante, que isso já é matéria vencida.
Eles querem enrolar. Eu desenrolo
Qual é a conexão, o liame, a ligação do caso Cachoeira com o mensalão? Quase nada! E explico o “quase”. Fica por conta de um único evento, importante, sim, mas irrelevante no que respeita à essência do maior escândalo de corrupção da República. Foi a VEJA que trouxe a reportagem sobre a cobrança de propina nos Correios, aquela em que Maurício Marinho, homem do PTB na empresa, aparecia recebendo propina. Sim, reportagem de Policarpo Júnior! Que grande mal faz este rapaz à República… dos larápios, não?
Qual é a conexão, o liame, a ligação do caso Cachoeira com o mensalão? Quase nada! E explico o “quase”. Fica por conta de um único evento, importante, sim, mas irrelevante no que respeita à essência do maior escândalo de corrupção da República. Foi a VEJA que trouxe a reportagem sobre a cobrança de propina nos Correios, aquela em que Maurício Marinho, homem do PTB na empresa, aparecia recebendo propina. Sim, reportagem de Policarpo Júnior! Que grande mal faz este rapaz à República… dos larápios, não?
A revista
começou a chegar aos leitores no dia 14 de maio de 2005!!! No dia 6 de
julho daquele ano, o então deputado Roberto Jefferson (RJ), chefão do
PTB, botava a boca no trombone numa entrevista à Folha e expunha as
entranhas do modo petista de governar. Estava descontente com o modo
como José Dirceu conduzia o, como chamarei?, condomínio de partidos e
entendeu que ele e seu partido estavam sendo fritados.
Só para
registro: Jefferson, o que denunciou o mensalão — e parte substancial de
sua denúncia se mostrou verdadeira —, não gosta da revista VEJA. Tanto é
que também a critica em seu blog, o que não deixa de ser interessante.
As duas personagens que polarizaram os embates em 2005, Jefferson e
Dirceu, criticam a revista. Faz sentido. O primeiro porque a reportagem
apontou o cancro nos Correios; o outro…, bem, o outro pelo conjunto da
obra, não é? O evento mais recente que lhe diz respeito foi o estouro do
bunker montado num hotel, em que ele “despachava” com autoridades da
República, como se fosse, assim, um superministro sem pasta. O Zé
detestar a VEJA, a exemplo de uma meia-dúzia, é dessas coisas, entendo,
que têm de ser alardeadas: “VEJA, A REVISTA QUE O DIRCEU DETESTA. MAS
LÊ!”. Ok. Eles que vão dizendo mentiras sobre a revista, que ela
continuará a dizer verdades sobre eles — e os demais.
O que a
desgraça em que caiu o senador Demóstenes Tores (DEM-GO) e as atividades
ilegais de Carlinhos Cachoeira têm a ver com as lambanças de Dirceu,
José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério? Em que negam, relativizam
ou põem sob nova perspectiva os empréstimos fraudulentos, a dinheirama
sacada na boca do caixa, a mala de dinheiro repassada ao PTB (o próprio
Jefferson o confessou) e ao então PL, o dinheiro depositado no exterior
na conta de Duda Mendonça? Bem, vocês façam aí o elenco de memória da
montanha de irregularidades cometidas. A resposta é esta: NADA!
Tentativa de desmoralizar o Judiciário e a imprensa
Que Cachoeira pague pelo que fez!
Que Demóstenes pague pelo que fez!
Que Cachoeira pague pelo que fez!
Que Demóstenes pague pelo que fez!
Mas o que tem a ver o que ambos fizeram com o que fez José Dirceu?
O que tem a ver o que ambos fizeram com o que fez José Genoino?
O que tem a ver o que ambos fizeram com o que fez Delúbio Soares?
RESPOSTA: NADA!!!
O que tem a ver o que ambos fizeram com o que fez José Genoino?
O que tem a ver o que ambos fizeram com o que fez Delúbio Soares?
RESPOSTA: NADA!!!
A turma, no
entanto, está assanhada. O objetivo é jogar lama na imprensa e no
Judiciário para reforçar a tese de que o mensalão foi uma invenção. O
próprio Lula, diga-se, este monstro da moral, chegou a afirmar, ainda na
Presidência, que iria querer investigar a sério este assunto, sugerindo
que era tudo uma trama da oposição. Como se a dinheirama assumidamente
ilegal que circulou no partido jamais tivesse existido.
José Dirceu é
autor de uma frase estupefaciente sobre aqueles dias: “Estou cada vez
mais convencido da minha inocência”. De tanto ler os seus amigos, ele
ainda acaba acreditando…
Tags: José Dirceu, Mensalão
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