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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Para inglês ver

Recebi a informação que a piloto Susie Wolff foi contratada pela Williams e integrará o programa de desenvolvimento de pilotos do time de Frank. Infelizmente a notícia não é boa.

É claro que sou favorável a oportunidades iguais a todos, sem discriminação em todos os segmentos da sociedade e práticas esportivas; inclusive no automobilismo. O detalhe dessa informação é que a piloto escocesa apenas fará figura para a escuderia de Grove.


Susie acumula experiências no Kart, Fórmula Renault, F3 e DTM. Porém, o motivo verdadeiro de sua contratação não é seus dotes automobilísticos. A piloto é casada com o investidor austríaco Toto Wolff. O maridão da moçoila tem participação acionária na Williams desde 2009.

Outra jogada de marketing envolvendo mulher e F1 aconteceu em março. Na ocasião, a Marussia anunciou que Maria de Villota como terceiro piloto do time. Alguém acha que a espanhola terá alguma chance – mesmo que nos primeiros treinos livres para os Grandes Prêmios – na categoria?

A Fórmula 1 é um ambiente retrógrado e preconceituoso. As mulheres não têm a mesma chance de entrar na categoria que é dada aos homens. E não é por falta de competidoras. Basta olhar para os kartódromos para ver que há pilotos mulheres talentosas.


Desde a primeira temporada de F1, em 1950, apenas cinco mulheres disputaram GPs. Delas, apenas a italiana Lella Lombardi teve, de certa forma, destaque. A piloto terminou o GP da Espanha de 1975 na sexta colocação. Na ocasião, a italiana recebeu meio ponto, ao invés de um porque a prova não chegou até o final. Lombardi competiu em corridas entre 1974 e 1976.

Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a acelerar um F1 – ela participou de três corridas entre 1958 e 1959. Conta a história que um dirigente da categoria, na época, teria dito que “o único capacete que ela deveria usar seria o do cabeleireiro”.

Em 1976, a britânica Divina Galica participou da classificação para o GP da Inglaterra, mas não conseguiu lugar no grid. Quatro anos depois, a sul-africana Desiré Wilson disputou o treino de formação do grid para o Grande Prêmio da Inglaterra, mas ficou pelo caminho.

A última mulher na F1 foi Giovanna Amati, que defendeu a Brabham em 1992. Como os bons resultados não apareceram, a italiana foi substituída pelo inglês Damon Hill.


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