Empresa de fachada do grupo de Cachoeira recebeu R$ 39 milhões da Delta e comprou terras no DF
Por Fabio Vasconcellos, no Globo:
Por Fábio Vasconcellos, no Financiada principalmente por repasses feitos pela Delta Construções que somam R$ 39 milhões, uma das três empresas de fachada controladas pelo grupo liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Alberto & Pantoja Construções, utilizou parte dos recursos para comprar uma fazenda de 4.093 hectares em Brasília. A fazenda Gama custou R$ 2 milhões e estava em situação irregular. O negócio, em dezembro de 2010, chamou a atenção porque, segundo a Polícia Federal, “tratava-se de contrato de risco, uma vez que não existia registro da área nos cartórios do Distrito Federal e a propriedade da área também era questionada pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap)”.
Por Fábio Vasconcellos, no Financiada principalmente por repasses feitos pela Delta Construções que somam R$ 39 milhões, uma das três empresas de fachada controladas pelo grupo liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Alberto & Pantoja Construções, utilizou parte dos recursos para comprar uma fazenda de 4.093 hectares em Brasília. A fazenda Gama custou R$ 2 milhões e estava em situação irregular. O negócio, em dezembro de 2010, chamou a atenção porque, segundo a Polícia Federal, “tratava-se de contrato de risco, uma vez que não existia registro da área nos cartórios do Distrito Federal e a propriedade da área também era questionada pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap)”.
A Alberto
& Pantoja Construções e a Brava, outra empresa do grupo de Cachoeira
citada no inquérito, têm o mesmo endereço em Brasília - onde funciona
uma oficina mecânica. No relatório da Operação Monte Carlo, a PF diz que
a Fazenda Gama foi paga pela empresa Alberto & Pantoja, que recebeu
milhões da Delta entre 2010 e 2011. A Pantoja era controlada por
Geovani Pereira da Silva, identificado como tesoureiro de Cachoeira. Com
base nas intercepções telefônicas e na quebra de sigilo fiscal, a PF
descobriu que Geovani fez diversos repasses para servidores públicos e
empresários. Três empresas, ligadas a um único empresário, receberam R$
483 mil como parte do pagamento na venda da Fazenda Gama. Cachoeira
incluiu ainda um avião Cessna como parte da transação.
Como O GLOBO
mostrou domingo, o relatório da PF afirma que Geovani Pereira fez 113
saques em dinheiro, totalizando R$ 11 milhões. O dinheiro saiu das
contas das empresas ligadas a Cachoeira entre 13 de agosto de 2010 e 18
de abril de 2011, e da própria conta pessoal de Geovani. Nesta
segunda-feira, o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região, atendeu a pedido dos advogados de Cachoeira para
transferi-lo do presídio de Mossoró (RN) para Brasília. Segundo a
advogada do bicheiro, Dora Cavalcanti, a transferência deve ser nesta
terça ou quarta-feira. Ele está preso desde 28 de fevereiro.
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