Eis Ideli Salvatti, “meu amor”!
Quando
a presidente Dilma Rousseff escolheu Ideli Salvatti para o Ministério
das Relações Institucionais, escolhia também um método de argumentação,
uma, digamos assim, inteligência. Leiam o que informa o Estadão Online.
Volto depois:
Ideli nega responsabilidade por compra de lanchas pelo Ministério da Pesca
A ministra
da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta
terça-feira, 3, que não pode dizer “se foi um equívoco ou não” a compra
de 28 lanchas-patrulha pelo Ministério da Pesca, que é alvo de suspeitas
levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Parte do pagamento
do contrato de R$ 31 milhões à empresa Intech Boating foi feito sob a
gestão de Ideli no ministério.
Como o
Estado revelou na semana passada, a Intech Boating doou R$ 150 mil ao
comitê eleitoral do PT em Santa Catarina, que financiou 81% dos custos
da campanha de Ideli ao governo estadual. Questionada hoje por
jornalistas se a compra das lanchas não teria sido um equívoco, Ideli
respondeu: “Meu amor, eu não posso dizer se foi um equívoco ou não.
Quando cheguei ao ministério, tomei todas as providências no sentido de
agilizar que as lanchas fossem utilizadas, entregues, fossem repassadas.
Não posso me responsabilizar”. O comentário foi feito depois do
lançamento do pacote com medidas de estímulo à economia, no Palácio do
Planalto. Em entrevista ao Estadão, o ex-titular da Pesca Luiz Sérgio
disse que a aquisição foi um “malfeito”.
Ideli voltou
a afirmar nesta terça que a doação da empresa ao Partido dos
Trabalhadores “foi legal”. “A contribuição (doação) foi legal, feita ao
comitê estadual do PT, a minha conta de campanha foi aprovada por
unanimidade, o comitê estadual repassou recursos para todos os
candidatos do PT de Santa Catarina. Eu tô muito tranquila, a hora que eu
for acionada vou prestar os esclarecimentos”, disse a ministra. “No
relatório do TCU não há uma única citação à minha pessoa. Não tenho nada
a ver com aquilo”, afirmou Ideli.
Voltei
Pois é… Sempre que leio as palavras dessas almas delicadas do petismo para explicar as suas lambanças - como eles são rigorosos, Deus meu! -, sinto, assim, o frêmito de quem se vê diante da moral e em estado bruto… Não! Eu quis dizer da “moral em estado puro”, é evidente.
Pois é… Sempre que leio as palavras dessas almas delicadas do petismo para explicar as suas lambanças - como eles são rigorosos, Deus meu! -, sinto, assim, o frêmito de quem se vê diante da moral e em estado bruto… Não! Eu quis dizer da “moral em estado puro”, é evidente.
Veja bem,
“meu amor”: as lanchas foram, na hipótese benigna, havendo uma, um
“erro” em si. Por quê? Não poderiam ser utilizadas com o fim a que se
destinariam, a vigilância, porque o Ministério da Piaba não tinha
competência para tanto. O outro “erro” foi escolher a empresa de um
petista para o fornecimento dos equipamentos - sem licitação,
naturalmente. E o terceiro “erro” consistiu em receber a doação dessa
mesma empresa para a campanha eleitoral de… Ideli. A mesma Ideli que,
ainda senadora e já pré-candidata do partido ao governo, participou de
solenidades de assinatura de contrato. Titular, depois, do Ministério da
Piaba, encarregou-se de pagar a dívida, que era, então, do Ministério,
com a empresa que fizera a doação para a própria Ideli - quer dizer,
para o partido, “meu amor”.
Mas Ideli,
“meu amor”, não vê problema nenhum em nada disso. Não vendo, supõe-se
que aplique esses seus critérios de rígida moral na relação do governo
com os partidos da base aliada. Ela já está pronta para editar uma
cartilha de Educação Moral e Cívica. Lembro que o primeiro titular do
Turismo do governo Dilma, Pedro Novais, caiu porque a pasta não
conseguiu explicar lambanças que somavam… R$ 2 milhões. As lanchas
custaram R$ 23 milhões. Petistas podem pecar até 10 vezes mais, que
ainda estão no terreno da inocência.
E só porque a
memória é uma das defesas que temos contra a empulhação, cumpre lembrar
que, antes mesmo de assumir o Ministério da Piaba, Ideli não conseguiu
explicar por que, então senadora, havia gastado verba de representação
com hospedagem em hotéis em Brasília, mesmo tendo o auxílio-moradia.
Mas essas coisas, “meu amor”, não precisam de explicação. Ser petista, afinal de contas, é nunca ter de pedir perdão.
Meu amor!
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