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domingo, 1 de abril de 2012

Crise Política e Eleição

Nosso presidencialismo está sujeito, por natureza, a crises como a que o governo enfrenta. E não é de hoje.
Elas aconteceram ao longo da República de 1945 inteira e só foram interrompidas pela ditadura. Depois da redemocratização, tornaram-se constantes.
A origem de todas é a mesma: a fragmentação de nosso quadro partidário, dividido entre muitos partidos, a grande maioria dos quais não-programáticos. Em outras palavras, disperso e desorganizado do ponto de vista ideológico.
O sistema político brasileiro sempre se caracterizou por um multipartidarismo sem hegemonia, no qual nunca nenhum conseguiu tamanho suficiente para governar sozinho. Sequer para liderar uma coalizão sem depender de outros no dia a dia do relacionamento entre Executivo e Legislativo.
No Brasil, o normal sempre foi haver quatro ou cinco partidos maiores, outros tantos de porte médio e alguns pequenos. Em 1964, havia 13. Hoje, são 29. Quantos têm, de fato, conteúdo e ideias?
De 1985 para cá, não houve um governo que não vivesse as dificuldades decorrentes da proliferação de partidos sem estrutura e ideologia. Conseguir contar com a maioria do Congresso foi um desafio para Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique e Lula, assim como está sendo para Dilma.
Em todos, a história se repetiu. Depois de um começo sem sobressaltos, em que suas maiorias funcionavam - seja por terem recém saído de vitórias eleitorais, seja por haverem assumido em ambiente de tensão institucional -, passaram a enfrentar turbulências.
A cada novo problema, seus operadores políticos precisavam ter mais argumentos para formá-las e mantê-las. Se a popularidade baixasse, o preço subia. Se o tema em pauta fosse delicado, idem.
Hoje, no cálculo de seus principais estrategistas, o governo não conta, de verdade, com mais de 150 deputados. E as oposições sabem que os seus mal chegam a 100.
Leia a íntegra em Crise Política e Eleição

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