Está em curso uma operação para tentar desestabilizar Mendes e forçá-lo a se declarar impedido de julgar o mensalão. Ou: Desavergonhados, petistas proclamam por aí ter quatro votos certos pela absolvição da súcia
Está
em curso, e não chega a ser exatamente uma novidade, uma operação de
desestabilização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Trata-se de uma ação ampla, que encontra eco até mesmo dentro do
tribunal. O JEG não esconde o propósito, escancara-o em suas páginas
financiadas com dinheiro público: querem que ele se declare impedido de
participar do julgamento dos mensaleiros, na suposição — sem lastro na
realidade! — de que estaria praticando prejulgamento. É uma falácia.
Nada no histórico de votos do ministro no STF indica antipetismo
militante. Ao contrário até: Mendes foi um dos que inocentaram — e
deixei clara, então, a minha discordância — Palocci no caso da quebra do
sigilo do caseiro, por exemplo. Por se tratar de questão de natureza
criminal, entendeu que não poderia condenar sem a prova provada, a ordem
explícita para que um subordinado executasse a tarefa. Como essa
evidência documental não existia, optou, então, pela absolvição. A
questão, claro!, tem mais meandros do que isso. Faço uma síntese.
E por que
agora todo esse barulho em relação ao mensalão em particular? Medo do
suposto preconceito anti-PT? Uma ova! Medo das evidências que estão nos
autos, isso sim! Os petistas não fazem segredo de que têm os “seus
ministros” — aqueles cujos votos dão como favas contadas. Não listo aqui
porque poderia apenas estar dando curso a uma difamação. O fato é que
eles não escondem de ninguém que consideram que QUATRO VOTOS ESTÃO
GARANTIDOS.
Certos ou
errados, os petistas avaliam que Mendes e Cezar Peluso votarão contra os
mensaleiros. E acham que Ayres Britto pode seguir o mesmo caminho.
Assim, Lula quer adiar o julgamento para 2013 porque estes dois últimos
já não estariam na corte. Para inocentar a súcia, bastam 6 votos — no
caso de o tribunal estar completo.
Ganhar de goleada
Lula pôs na cabeça que não basta vencer, não! Ele quer ganhar de goleada. Acha que uma vitória apertada, por um voto, deixaria no ar a suspeita de arranjo. Tem de ser um placar convincente. Um julgamento sem Peluso e Britto e com um Mendes impedido seria um sonho.
Lula pôs na cabeça que não basta vencer, não! Ele quer ganhar de goleada. Acha que uma vitória apertada, por um voto, deixaria no ar a suspeita de arranjo. Tem de ser um placar convincente. Um julgamento sem Peluso e Britto e com um Mendes impedido seria um sonho.
É esse o
pano de fundo dessa baixaria. A canalha tenta desmoralizar Mendes, mas
está, na prática, é desmoralizando todo o Supremo. A cada vez que
petistas dão como líquido e certo o voto de ao menos quatro ministros,
tratam o tribunal como se fosse mera extensão ou franja do partido,
dando a entender que passou a existir um critério para integrar a corte.
Não por acaso, os setores mais extremistas do petismo tratam Joaquim
Barbosa e Peluso como traidores e Britto como um possível ingrato.
Mendes, por óbvio, está no radar desde sempre porque indicado para o
tribunal por FHC.
Trabalho sujo
Os setores da imprensa que não dividem espaço no lixão financiado do lulo-petismo que dão curso às críticas a Gilmar Mendes — indo além da notícia, censurando o seu ato de coragem — estão contribuindo, na prática, para desmoralizar o Supremo. Engrossam a corrente daqueles que querem fazer do tribunal um quintal do Executivo, a exemplo do que se vê na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia ou na Nicarágua, esses notáveis exemplos de cultura democrática.
Os setores da imprensa que não dividem espaço no lixão financiado do lulo-petismo que dão curso às críticas a Gilmar Mendes — indo além da notícia, censurando o seu ato de coragem — estão contribuindo, na prática, para desmoralizar o Supremo. Engrossam a corrente daqueles que querem fazer do tribunal um quintal do Executivo, a exemplo do que se vê na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia ou na Nicarágua, esses notáveis exemplos de cultura democrática.
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