Minha lista de blogs

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Eu quero debater Maquiavel com a senadora Marta Suplicy; parece que ela fez uma leitura muito particular do autor

Eu quero, e modestamente me ofereço — dando a ela a prerrogativa de marcar hora e local — debater Maquiavel com a senadora Marta Suplicy (PT-SP). E me proponho a tanto porque ela própria, nesta quinta, sugeriu que o florentino tem algo a esclarecer sobre a tentativa de chantagem de que foi vítima o ministro Gilmar Mendes.
Está em curso uma operação desfechada por petistas, pela subjornalismo financiado por dinheiro público e por setores da imprensa paulista — mesmo aquela que não integra oficialmente o lixão, a esgotosfera, o JEG. Trato do assunto daqui a pouco.
Com aquela ligeireza que tão bem a caracteriza, a petista comentou o confronto Gilmar Mendes-Lula  nestes termos: “Se ocorreu ou não, existem versões. Eu acho que ficou um ponto de interrogação mais para o lado do ministro do que para o presidente Lula”. Segundo ela, o fato de o ministro ter denunciado a iniciativa destrambelhada do ex-presidente “fez muito mal para o Brasil”. Indagada das possíveis motivações, então, de Mendes, disparou com, desta vez, ignorância elegante: “Se a gente ler bem Maquiavel talvez encontre algumas explicações”.
Qual Maquiavel? Qual trecho e de que livro?
A única passagem que talvez se aplique ao caso explica mais Lula do que Mendes. Deve o Príncipe ser amado ou ser temido? Entre os dois, é certo que o melhor é ser temido, considera, Vejam lá por quê. Discursando ontem numa solenidade oficial, o ApeDELTA disse, no entanto, que é amado por muitos e que só uns poucos não gostam dele — e com estes, afirmou, precisa tomar cuidado.
Na prática, dá para saber como funcionam as coisas. Lula quer, sim, ser amado, e isso excita a sua benevolência, mas já deixou claro mais de uma vez que os que não gostam dele têm razões de sobra para temê-lo. Entre ser amado e temido, ele fica com os dois.
Marta Suplicy é vice-presidente do Senado. A exemplo de Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, é mais uma que ignora a instituição para servir ao chefão decadente de um partido.
Por Reinaldo Azevedo

Nenhum comentário:

Postar um comentário