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domingo, 20 de maio de 2012

PF investiga ligação entre leilão do Hotel Nacional e Cachoeira

Segundo ‘Época’, empresário ligado ao contraventor teria sido favorecido
Renato Onofre, O Globo
A Polícia Federal investiga um possível favorecimento ao empresário goiano Marcelo Limirio, ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira, durante o leilão do Hotel Nacional, em São Conrado, em dezembro de 2009. Segundo reportagem da revista “Época”, os investigadores trabalham com a hipótese de irregularidades no processo de liquidação da massa falida da Interunion Capitalização, que administrava o imóvel.
Uma das suspeitas é que políticos ligados à Superintendência de Seguros Privados (Susep) teriam alterado o preço e as condições de pagamento para favorecer Limirio — convocado para depor na CPI do Cachoeira.
Leiloeiros e advogados que trabalharam na concretização da transação também são suspeitos de desvios de recursos da Interunion Capitalização e até de lavagem de dinheiro.

Hotel Nacional, São Conrado, Rio - Foto: Marco Antonio Cavalcanti /O Globo

Segundo a revista, a venda do Hotel Nacional só se concretizou quando a Susep autorizou baixar o valor do imóvel de R$ 118,5 milhões para R$ 85 milhões (menos R$ 35,5 milhões) e diminuiu para R$ 21 milhões a quantia a ser paga à vista — antes eram necessários cerca de R$ 100 milhões.
Na ocasião, a Susep era dirigida pelo deputado federal Armando Vergílio (PSD/ Goiás), cujo padrinho é o deputado federal Jovair Arantes (PTB/GO), um dos citados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que deu origem à CPI do Cachoeira.
A PF investiga ainda a contratação dos leiloeiros responsáveis pela venda do imóvel. A “Época” mostra que foram contratados Luiz Fernando Sodré Santoro, suplente do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), e sua mulher. Junto, o casal teria recebido R$ 3,85 milhões.

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