Mau começo — Comissão da Verdade inicia trabalho com apoio da Comissão de Anistia
Por Priscilla Mendes, no Portal G1:
O coordenador da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, disse nesta segunda-feira (21) que a prioridade inicial do grupo é trabalhar em conjunto com outras duas comissões já existentes e que tratam de crimes cometidos durante a ditadura, as comissões de Anistia e a de Mortos e Desaparecidos.
O coordenador da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, disse nesta segunda-feira (21) que a prioridade inicial do grupo é trabalhar em conjunto com outras duas comissões já existentes e que tratam de crimes cometidos durante a ditadura, as comissões de Anistia e a de Mortos e Desaparecidos.
Dipp
conversou com a imprensa após a segunda reunião do colegiado desde que
seus sete membros tomaram posse, na quinta-feira (16) passada. A
Comissão da Verdade vai apurar violações aos direitos humanos cometidas
entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.
“A própria
lei diz que a comissão trabalhará em conjunto com duas comissões
previamente constituídas desde 1995 e 2002, que são a Comissão de
Anistia e a Comissão de Mortos e Desaparecidos. Esse é o foco inicial
para nós iniciarmos nossos trabalhos”, afirmou.
Na reunião
desta segunda-feira, o grupo não estava completo. Participaram, além de
Dipp, Cláudio Fonteles, Rosa Maria Cardoso da Cunha e José Carlos Dias. O
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também estava presente.
Ficou acertado que o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão,
iria se reunir à tarde com o colegiado.
“O ministro
da Justiça ficou de falar com ele [Paulo Abrão], se ele estaria pronto
para nos dar indicativos do que a Comissão da Anistia tem de
documentação, de pedidos, enfim, de material disponível”, afirmou Dipp.
“O
Ministério da Justiça tem vários órgãos que podem apoiar a Comissão da
Verdade. Agora, quando forem os membros da comissão decidir sobre quem
presta depoimentos, sobre qual a estratégia de investigação, [a
comissão] é absolutamente autônoma e nenhum membro do governo irá
participar dessas reuniões”, disse José Eduardo Cardozo.
Na reunião
desta segunda-feira, disse Dipp, o grupo definirá a estrutura da
comissão (número de salas, computadores, funcionários). O grupo foi
instalado no Centro Cultural Banco do Brasil, local que já foi utilizado
pela Presidência da República durante a reforma do Palácio do Planalto,
entre 2009 e 2010.
(…)
(…)
Voltei
Trabalhar com a Comissão de Anistia?
Trabalhar com a Comissão de Anistia?
A
Comissão de Anistia é aquela que decidiu dar R$ 500 de pensão para
Orlando Lovechio, que perdeu a perna num atentado praticado pela ALN, de
Carlos Marighella, e o triplo para o terrorista que armou a bomba no
prédio.
A
Comissão de Anistia é aquela que fez uma solenidade em homenagem a
Marighella, que definiu, no seu Minimanual da Guerrilha, que matar
soldados fardados, só porque fardados, era um ato revolucionário. E que
deixou claro que hospitais poderiam ser alvos da ação “revolucionária”.
A Comissão
de Anistia é aquela cujo presidente prega abertamente a revisão da Lei
da Anistia e deixa claro que crimes da esquerda não podem ser
investigados porque os grupos terroristas estariam lutando pela
democracia.
Começou bem a Comissão da Verdade, não?
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