
O
primeiro repasse de dinheiro do Fundo de Participação dos Estados (FPE)
em 2013 está previsto para a próxima quinta-feira, mas o governo, até
agora, não decidiu se vai liberar as cotas às unidades da Federação nem
como será feito esse repasse. A lei que disciplinava a repartição do
dinheiro entre os estados foi julgada inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) e o prazo para aprovar uma nova legislação
terminou em 31 de dezembro do ano passado. Ontem à tarde, o ministro
interino da Fazenda, Nelson Barbosa, e o advogado-geral da União, Luís
Inácio Adams, se reuniram com o presidente do STF, Joaquim Barbosa, e
demonstraram preocupação com o impasse. Os representantes do governo não
disseram se a União suspenderá os repasses ou se o Tesouro Nacional
fará a transferência de recursos com base nas antigas fórmulas de
cálculo consideradas inconstitucionais pelo Supremo.
A reunião ocorreu no gabinete do presidente da Corte e durou menos de
meia hora. Ao fim do encontro, o ministro interino da Fazenda disse que
o governo ainda está analisando a situação e que tomará uma decisão até
quinta-feira. Nelson Barbosa lembrou que esse dinheiro é fundamental
para o caixa dos estados. A estimativa de receita do FPE para este ano é
de R$ 74 bilhões. “Essa fonte de recursos é uma importante parcela da
receita para os estados brasileiros. Como o Congresso não aprovou uma
mudança a tempo no Fundo de Participação dos Estados, isso cria um
impasse, uma dúvida. A União veio apresentar ao STF a importância
econômica desse problema”, explicou o ministro.
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