Os tiros que Dilma dá no próprio pé, por Antonio Dias Leite
Antonio Dias Leite, O GloboNa metade do seu governo a presidente Dilma recebe aprovação de elevada proporção da sociedade, devido, principalmente, a ações efetivas no domínio da redistribuição de renda, da redução da pobreza e do pleno emprego, não obstante as dificuldades da herança que a levou à traumática substituição de sete ministros e dirigentes de órgãos autônomos, como o indescritível Dnit, responsável pelo descalabro da infraestrutura rodoviária.
Infelizmente não foi formalizada nova estratégia abrangente de longo prazo. Sucedem-se planos de obras sem muita coerência, incluindo-se aí a vaidade do trem-bala.
Ocorreram intervenções discricionárias nas agências reguladoras e ressuscitou-se antiga tese da condução dos serviços de utilidade pública pela iniciativa privada, mas sem lucro.
Registre-se, contudo, que algumas iniciativas no domínio econômico foram favoravelmente recebidas, com destaque para a busca do realismo cambial e a redução da taxa de juros a níveis civilizados.
Preocupam-me decisões do Poder Executivo que ameaçam o futuro do segmento de energia, vital para uma retomada de desenvolvimento sustentável. Verdadeiros tiros no pé.

No domínio do petróleo decidiu-se alterar o marco regulatório relativo à exploração no mar, que vinha sendo conduzida com sucesso sob liderança da Petrobras. Ao fim do segundo mandato do presidente Lula, foi enviado ao Congresso um complexo conjunto de projetos de lei em torno do pré-sal.
Entre centenas de providências introduziu-se o sistema de partilha entre o Estado e as concessionárias. Atribuiu-se à Petrobras participação obrigatória em todas as parcerias, e criou-se nova empresa estatal para gerir esses contratos.
Leia a íntegra em Os tiros que Dilma dá no próprio pé
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