Poluição pelo uso de térmicas já é maior do que a do desmatamento
No Globo:
O uso prolongado das usinas térmicas, que começaram a ser acionadas em outubro para preservar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, que estão em patamares críticos, já provocou a emissão de mais de 16 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) equivalente até o último dia 10. Apenas entre outubro e dezembro do ano passado, o total de CO2 despejado pelas termelétricas na atmosfera chegou a 15,3 milhões de toneladas, de acordo com a consultoria WayCarbon, que fez o estudo a pedido do GLOBO.
O uso prolongado das usinas térmicas, que começaram a ser acionadas em outubro para preservar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, que estão em patamares críticos, já provocou a emissão de mais de 16 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) equivalente até o último dia 10. Apenas entre outubro e dezembro do ano passado, o total de CO2 despejado pelas termelétricas na atmosfera chegou a 15,3 milhões de toneladas, de acordo com a consultoria WayCarbon, que fez o estudo a pedido do GLOBO.
De acordo
com Tasso Rezende Azevedo, consultor em sustentabilidade do Ministério
do Meio Ambiente, além de ser o maior volume de gases de efeito estufa
já produzido pelas térmicas em um único ano, as emissões totais de CO2
da geração de energia no país deverão superar, pela primeira vez, em
2012, as emissões provocadas pelos desmatamentos.
—
Registramos um recorde de tempo de uso de térmica. Por isso, pela
primeira vez na História, as emissões de gás carbônico oriundo da
geração de energia vão superar as do desmatamento. O Brasil está
piorando a sua matriz — diz Azevedo.
O tempo de
térmicas ligadas hoje também é inédito. Historicamente, diz ele, o
período de acionamento dessas usinas é de 15 dias por ano, em média.
— Todas as
térmicas ligadas geram, em um mês, 5,1 milhões de toneladas de gás
carbônico equivalente. É um número elevadíssimo. A potência dessas
usinas tem sido aumentada constantemente, o que amplia a emissão sempre
que episódios de estiagem ocorrerem. É preciso investir em matrizes
limpas, não só em térmicas — diz Luísa Krettli, consultora da WayCarbon.
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