Foi Dilma que fez: Elétricas perdem quase R$ 40 bilhões na Bolsa
Na VEJA.com:
A crise no setor elétrico chegou aos investidores. O valor de mercado de 34 empresas brasileiras do setor de energia elétrica listadas na bolsa de valores caiu 37,23 bilhões de reais em pouco mais de quatro meses. Desde o dia 6 de setembro, quando o governo anunciou a redução na conta de luz dos consumidores, o valor de mercado das companhias caiu 18% até o fechamento dos negócios da quinta-feira, 10 de janeiro, de acordo com levantamento feito pela Economática, consultoria especializada em informações financeiras.
A crise no setor elétrico chegou aos investidores. O valor de mercado de 34 empresas brasileiras do setor de energia elétrica listadas na bolsa de valores caiu 37,23 bilhões de reais em pouco mais de quatro meses. Desde o dia 6 de setembro, quando o governo anunciou a redução na conta de luz dos consumidores, o valor de mercado das companhias caiu 18% até o fechamento dos negócios da quinta-feira, 10 de janeiro, de acordo com levantamento feito pela Economática, consultoria especializada em informações financeiras.
No dia 6
de setembro, as empresas valiam, ao todo, 206,4 bilhões de reais em
bolsa, montante que caiu para 171,6 bilhões de reais no fim de 2012
(queda de 16,86% ou 34,8 bilhões de reais). Do início de 2013 até o dia
10 de janeiro, a perda continuou e a soma das ações dessas empresas
valia 169,17 bilhões de reais.
A
Eletrobras registou a maior queda porcentual no período. Controlada pelo
governo federal, a empresa perdeu praticamente metade de seu valor de
mercado, que caiu 48,46% - de 19,22 bilhões de reais para 9,9 bilhões de
reais, em 10 de janeiro. A empresa com a maior queda absoluta no mesmo
período foi a Cemig, que perdeu 9,85 bilhões de reais. A companhia que
pertence ao governo de Minas Gerais vale hoje 18,56 bilhões de reais,
segundo a Economatica.
Das 34
empresas analisadas, dez tem valor de mercado inferior ao seu patrimônio
liquido – medida contábil que subtrai os ativos dos passivos e indica o
valor real de uma companhia. Como o valor de mercado mostra o prêmio
que os investidores pagariam por uma empresa, a relação mínima esperada é
de igualdade entre os valores. Mas, quando há desconfiança com o futuro
ou desinteresse com os negócios, o valor de mercado não chega ao valor
do patrimônio líquido. É o que acontece, por exemplo, com a Eletrobras.
Apesar de ter um patrimônio líquido de 79,58 bilhões de reais, a empresa
vale 9,9 bilhões de reais, ou seja, o mercado pagaria apenas 12,45% do
que a empresa vale efetivamente.
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