Piloto de avião que caiu em MT pediu socorro antes de bater em montanha
O
piloto do bimotor de modelo Seneca, Thyago Santoro, que colidiu contra
um paredão de rochas em Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros de
Cuiabá, nesta quinta-feira (1º), que culminou na morte dele, do copiloto
e de mais dois engenheiros do governo do estado chegou a pedir socorro
antes do acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros chovia muito no
momento do acidente. “A informação que chegou para nós de outros pilotos
é que ele deu o código internacional de emergência e, logo em seguida,
deu um grito. Depois disso sumiu um ponto do radar”, afirmou Oscar
Coiado Júnior.
O
acidente aconteceu no final da tarde desta quinta-feira. De acordo com o
plano de voo, a aeronave saiu de Confresa, a 1.064 quilômetros da
capital, com destino a Cuiabá. A 200 quilômetros de Cuiabá, o avião
bateu em uma região de morro. Um chacareiro prestou auxílio às buscas
pelos destroços da aeronave.
Nesta
sexta-feira em que é celebrado o Dia de Finados, o piloto voltava para
casa onde iria comemorar com a família o aniversário da mãe. Ele era
evangélico e noivo. “Ele era uma pessoa extremamente simples. Era muito
fácil de tratar com ele. É uma pessoa que já está fazendo uma falta
danada. A gente está constrangido e realmente com o coração trincado com
a perda desse excelente amigo e desse irmão que a gente tinha”,
destacou Oscar Júnior.
Em
uma rede social, Thyago chegou a refletir sobre a morte que, segundo
ele, beira cotidianamente a vida dos pilotos. “"Em ti (senhor) confio as
minhas asas e enquanto não for a hora da minha partida, deixai-me voar
de volta para os braços das pessoas que amo. E no dia que chegar a hora
de partir, que estas saibam que não morri, porque aviadores não morrem,
aviadores voltam ao céu por outras asas", escreveu Thyago em 2011.
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