A CEF, aquela que comprou parte do banco quebrado de Sílvio Santos, investiu R$ 600 milhões em grupo insolvente no último ano do governo Lula
Lembram-se
da Caixa Econômica Federal, aquela estatal que comprou parte do banco
quebrado de Sílvio Santos? Então… Leiam o que informam Agnaldo Brito e
Julio Wiziack, na Folha:
A Caixa
Econômica Federal usou R$ 600 milhões do FI-FGTS para investir na Rede
Energia, em 2010, e se tornar sócia de uma companhia insolvente que
sofreu intervenção da agência reguladora do setor dois anos depois. O
FI-FGTS é um fundo de investimento formado com recursos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço. Dona de oito distribuidoras, a Rede
Energia cobre 34% do país, atende 10% da população em seis Estados.
Juntos, BNDES e Caixa adquiriram 41% do capital total do grupo. Têm 16% e
25%, respectivamente. O controlador, Jorge Queiroz de Moraes Jr., tem
29%, e o restante está pulverizado no mercado. Hoje, Moraes Jr. negocia a
venda de sua participação para a Equatorial Energia e a CPFL por R$ 1.
Os títulos
perpétuos da companhia emitidos no exterior estão cotados a 37% de seu
valor, mesmo com as negociações em curso. As ações da Caixa e do BNDES
despencaram. No caso da Caixa, perderam metade de seu valor.
Curto-circuito
No ano em que a Caixa comprou sua participação na Rede Energia, a elétrica já precisava faturar seis vezes mais para cobrir dívidas, principalmente com governo e fornecedores. Isso sem considerar os investimentos. Se os investimentos fossem incluídos no cálculo, seria preciso um caixa quase 20 vezes maior no final de 2011, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), seis meses antes da intervenção, ocorrida em agosto. Sucessivos prejuízos levaram a atrasos no pagamento de tributos, de encargos setoriais e de fornecedores. Resultado: perda de qualidade de serviço, que culminou no aumento do número de apagões, cada vez mais longos. O Ministério Público Federal do Pará move ação acusando a Aneel de omissão e o grupo de “sucatear” a Celpa.
No ano em que a Caixa comprou sua participação na Rede Energia, a elétrica já precisava faturar seis vezes mais para cobrir dívidas, principalmente com governo e fornecedores. Isso sem considerar os investimentos. Se os investimentos fossem incluídos no cálculo, seria preciso um caixa quase 20 vezes maior no final de 2011, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), seis meses antes da intervenção, ocorrida em agosto. Sucessivos prejuízos levaram a atrasos no pagamento de tributos, de encargos setoriais e de fornecedores. Resultado: perda de qualidade de serviço, que culminou no aumento do número de apagões, cada vez mais longos. O Ministério Público Federal do Pará move ação acusando a Aneel de omissão e o grupo de “sucatear” a Celpa.
A
distribuidora paraense foi a única que entrou com pedido de recuperação
judicial, escapando, assim, da intervenção federal e possibilitando sua
venda para a Equatorial Energia por R$ 1. A Celpa era responsável pela
maior parte da dívida total. A Aneel não interveio antes nas oito
distribuidoras devido à inexistência de legislação. Isso só ocorreu em
agosto, com a publicação de medida provisória pelo Ministério de Minas e
Energia. Enquanto isso, a situação financeira só se agravou.
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